sexta-feira, maio 17, 2013

NINGUÉM VAI PARA A CADEIA POR ISSO?



Olá amigas queridas da Ramep, saúde e prosperidade para vocês.

Hoje eu trouxe do site Maracanaú Agora essa matéria onde se divulgou que são mil Denúncias Por Mês, E Ninguém é Preso Por Violência Contra A Mulher No Ceará

Vejamos na íntegra

Às vezes, quem está ao seu lado pode cometer um delito que o machucará não só fisicamente, mas psicologicamente também

“Qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na privada, é considerado violência.” Esta definição já tem quase 20 anos e foi definida na Convenção Interamericana, em 1994. O objetivo do evento foi prevenir e erradicar a violência contra a mulher.

No Ceará, o número de denúncias de violência doméstica gera cerca de 400 processos por mês. Mas a quantidade de prisões realizadas somente em 2012 (de janeiro a dezembro) resultou em nenhuma.

Érica Samires, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), afirma que o número de denúncias sobre violência doméstica só tem aumentado com o passar do tempo. Ela explica que a violência é a mesma e que o aumento de denúncias significa que as mulheres estão com mais coragem e dando mais credibilidade à Lei Maria da Penha.

Segundo Érica, por mês são registradas em média mil denúncias. “Os casos se repetem. São geralmente crimes de ameaça, injúria e lesão corporal”, disse. Além disso, ela ressaltou que as medidas protetivas, como o afastamento do parceiro, podem ser solicitadas a partir do registro do Boletim de Ocorrência.
Contradições

De acordo com a titular do Juizado da Violência Doméstica e Familiar da Mulher, Rosa Mendonça, há cerca de 400 processos por mês. Com tantos processos, o espanto é causado ao ter acesso ao número de presos no Ceará registrados pelo Ministério da Justiça, em 2012, por infringir a Lei Maria da Penha: ao todo zero.

O dado se torna mais estranho se comparado ao resto do país, com 3.835 pessoas presas pela violação de tal lei, tendo os estados de São Paulo (599), Pernambuco (550) e Mato Grosso (477) com o maior número de punidos. O número de prisões dobrou nos últimos 5 anos, segundo a pesquisa do Estadão.

A juíza Rosa Mendonça afirmou que muitas vezes a própria vítima causa a perda do processo, não dando continuidade ou provas suficientes para se chegar a uma audiência. Segundo a delegada Érica, as denúncias de ameaça e injúria necessitam de representação criminal, após o registro do BO, “A mulher tem seis meses, a partir do dia do registro, para representar criminalmente a denúncia. Se ela não procurar, infelizmente a demanda é prejudicada”, disse.
Ela ainda explicou que isso não acontece com os crimes de lesão corporal, já que mesmo que a mulher não se apresente na delegacia, em caso de denúncia, ela e o agressor são notificados e, a partir daí, é instaurado um inquérito.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha, de número 11.340, foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006, determinando o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher, quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e, já no dia seguinte, o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

A lei alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Além disso, os agressores também não podem mais ser punidos com penas alternativas.

Inspirada na história de Maria da Penha Maia Fernandes, espancada de forma brutal e violenta diariamente pelo marido durante seis anos de casamento, a lei recebeu seu nome como homenagem a sua luta. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la, por causa de ciúme. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento.

Após a segundo tentativa, Maria da Penha tomou coragem e o denunciou. O marido só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.

Serviço

Delegacia de Defesa da Mulher – DDM – Caucaia
End.: Rua José da Rocha Sales, 155 – Centro – Caucaia-CE
Fone: (0xx85) 3101.7926/ 3101.7927 CEP: 61.605-085

Delegacia de Defesa da Mulher – DDM – Crato
End.: Rua André Cartaxo, 478 – São Miguel – Crato-CE
Fone: (0xx88) 3102.1250 Fax: (0xx88) 3102.1180

Delegacia de Defesa da Mulher – DDM – Fortaleza
End.: Rua Manuelito Moreira, 12 – Benfica- Fortaleza-CE
Fone: (0xx85) 3101.2495/ Fax: (0xx85) 3101.2486

Delegacia de Defesa da Mulher – DDM – Iguatu
End.: Rua Martins Soares Moreno, s/n – Centro – Iguatu-CE
Fone: (0xx88) 3581.9454

Delegacia de Defesa da Mulher – Juazeiro do Norte
End.: Rua Joaquim Mansinho, s/n – Santa Tereza – Juazeiro do Norte-CE
Fone: (0xx88) 3102.1102

Delegacia de Defesa da Mulher – Maracanaú
End.: Rua Pe. José Holanda do Vale, 1961 – Piratininga – Maracanaú-CE
Fone: (0xx85) 3371.7834 /  3371.7835

Delegacia de Defesa da Mulher – Sobral
End.: Av. Lúcia Sabóia, 830, Centro -  Sobral-CE
Fone: (0xx88) 3677.4282

Cabe a todas nós divulgarmos e cobrarmos incessantemente um posicionamento das autoridades.

Beijão para todas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

quarta-feira, maio 15, 2013


Olha aqui moçada da Ramep, que barato!!

Segundo uma pesquisa recente, realizada com trabalhadores adeptos e não-adeptos dos fones de ouvido, percebeu-se que quem ouve música no trabalho termina as tarefas mais rápido e torna-se criativo.

O crédito e Edição: MdeMulher Conteúdo MÁXIMA

Vamos ver os detalhes.

Solte o som!

O trabalho está difícil? Experimente ouvir suas músicas prediletas durante o expediente.

Um estudo da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, indica que as pessoas que adotam esse hábito terminam suas tarefas mais rápido e têm ideias mais criativas.

O motivo? Ao que tudo indica, as canções melhoram o estado de espírito e ajudam a retomar o foco.

Mas atenção: nada de passar o dia todo com fones de ouvido! Além de fazer mal para a saúde, seu chefe ou colegas podem repreendê-la por nunca escutar quando é chamada!

De acordo com a pesquisa, o tempo ideal para curtir o som (e garantir benefícios) é de 15 a 30 minutos diários.

Todo mundo sabe que viver com música é muito mais produtivo.

Vamos incentivar música nos ambientes de trabalho.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

segunda-feira, maio 13, 2013

SEU CHEIRO ATRAI OU REPELE?



Olá amigas e seguidoras da Ramep Blog, prosperidade para todas.

Nosso encontro hoje celebra o texto de Anita Porfírio, iG São Paulo nos ensinando a escolher o perfume o nosso perfume ideal.

A autora diz que com tantas opções no mercado, escolher o perfume perfeito pode ser muito complicado, nos mostrando dicas para que encontremos a nossa marca pessoal.

Vamos apreciar?

O mundo dos perfumes pode enlouquecer qualquer mulher. Os comerciais glamurosos, os frascos que parecem pequenas esculturas e o mais importante: as fragrâncias deliciosas. São tantas opções que a tarefa de escolher um cheiro para chamar de seu ficou complicada. Vale a pena comprar o perfume delicioso que a amiga usa? É uma boa ideia apostar no último lançamento, sem nem experimentar? 

Para Renata Ashcar, especialista em perfumes e autora do livro “Brasilessencia: A Cultura do Perfume” (Ed. Best Seller), as fragrâncias influenciam e refletem o nosso estado de espírito. Nos dias em que você acorda desanimada, por exemplo, um perfume cítrico pode levantar seu astral, já que esta família olfativa está intimamente associada à energia. Por outro lado, se a ocasião pede pela femme fatale que existe em você, os perfumes com notas de especiarias, conhecidos como orientais ou ambarados, estimulam o lado mais sensual da personalidade.

As essências ainda podem se encaixar nas famílias dos florais, dos amadeirados, dos aromáticos (ou fougères ), do chipre e do couro. Renata ressalta que os aromáticos são a família dos perfumes masculinos, pois “são aqueles cheiros típicos de relva, com um frescor particular muito apreciado pelos homens e trazem também um toque de madeira ao fundo que torna os perfumes bem viris e marcantes”. Ela ainda compara um bom perfume a uma sinfonia: várias notas se misturam em acordes que, se bem afinados, podem criar uma obra de arte. Essas notas se dividem em três categorias: as de saída, de cabeça e de fundo que, juntas, permitem a evolução do perfume ao longo das horas.

Com todas essas informações, a hora de escolher o seu frasco do coração pode parecer complicada, mas fique calma. Para ter certeza de que o cheirinho vai combinar com você - e não dar aquela dor de cabeça -, o ideal é borrifar o perfume e esperar uma hora para ver como ele se desenvolve na pele. César Veiga, coordenador do Núcleo de Avaliação de Fragrâncias d’O Boticário, ainda aconselha o teste de, no máximo, cinco fragrâncias em fitas de papel e, a partir dessa seleção, borrifar apenas três na própria pele. “Mais testes que isso podem confundir o olfato”, explica.

Veiga também destaca a importância de não se deixar levar pelo perfume da moda, pois a fragrância que ficou ótima em uma pessoa pode não combinar bem com a pele e estilo de vida de outra. É por isso, e não por curiosidade, que as atendentes costumam fazer uma pesquisa de personalidade quando vamos à perfumaria.

Assim que você escolher sua fragrância, também vale considerar se o ideal para você é um splash , uma colônia, um eau de toilette , um eau de parfum ou um perfume (ou extrato) propriamente dito. Segundo Fanny Moreau, perfumista proprietária do Mon Absolu, um ateliê de perfumes exclusivos em São Paulo, a concentração dos óleos essenciais é maior no perfume, mas isso não quer dizer que ele seja a melhor opção. Para o clima brasileiro, Fanny aconselha usar fragrâncias como as eau de cologne (colônias) e eau de toilette , pois a concentração em óleo essencial menor permite que a fórmula fique leve na pele.

Mesmo com tudo isso em mente, você ainda pode querer comprar aquele perfume famoso. Nesse caso, opte por um dos grandes clássicos da perfumaria, como os perfumes florais com óleo essencial de peônia, sugere Fanny. Essas fragrâncias são bastante versáteis e se adaptam a quase todas as ocasiões e tipos de pele.

Ao fim de toda essa busca, é normal se entusiasmar quando encontramos nossa assinatura perfumada. O problema é se empolgar demais com o borrifador e tomar aquele banho de perfume. Lembre-se: a fragrância deve ser sentida por pessoas a um metro de você. Pegue leve na hora de aplicar o perfume, assim, você atrai em vez de repelir os outros!

Um beijão de harmonia no coração de todas as poderosas da Ramep.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

sábado, maio 11, 2013

ESCONDENDO DO PARCEIRO?



Olá amigas da Ramep, sábado maravilhoso para todas.

Hoje eu trouxe do site Delas, uma pesquisa da BBC onde se publicou que quatro entre dez mulheres escondem gastos dos parceiros.

Diz ainda a pesquisa que os Homens não ficam atrás: 29% deles omitem o quanto gastaram com dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e vídeo games. E você, esconde seus gastos?

Vamos ver os detalhes.

Uma pesquisa conduzida por uma empresa britânica de gestão de investimentos revelou que cerca de quatro entre dez mulheres britânicas (37% do total) escondem suas despesas dos parceiros. Para elas, o maior segredo é o valor gasto em roupas.

O estudo, realizado pela Nutmeg.com, foi baseado em entrevistas feitas com 1.363 adultos que diziam estar em um relacionamento sério.

Mas, segundo a pesquisa, os homens tampouco são honestos com suas parceiras: 29% deles escondem os gastos em dispositivos como celulares, tablets e vídeo games, contra 6% das mulheres.

Com os filhos, entretanto, a proporção é contrária. Quatro entre dez mulheres mentem aos seus parceiros sobre o quanto gastaram com as crianças, ante a 6% dos homens.

O levantamento também mostrou que os entrevistados não contam a verdade sobre o valor gasto durante as idas aos shopping centers.

Outra conclusão do relatório é de que, em geral, os homens são "mentirosos de mão cheia" no que diz respeito à transparência dos seus gastos.

Eles são cinco vezes mais propensos a mentir sobre o valor verdadeiro dos dispositivos que compram.

Em média, os homens britânicos 'omitem' cerca de 95 libras das suas despesas quando saem de casa para comprar algo, enquanto o valor é de 57 libras para as mulheres.

O estudo também apontou a crise econômica, que teve início em agosto de 2007, como o motivo principal para que 25% dos britânicos fossem menos transparentes com seus hábitos de consumo.
Mais de um terço deles tentou esconder seus gastos dizendo que o item foi comprado em liquidação quando, na prática, não estava abaixo do preço original.
Outros escondiam as mercadorias que adquiriam, destruíram notas fiscais ou mesmo mantinham suas contas bancárias em segredo.

Problemas no relacionamento

As despesas secretas, por outro lado, trouxeram prejuízos ao relacionamento, apontou a pesquisa.

Um em cada cinco adultos que admitiram esconder seus gastos de seus parceiros contou que as brigas aumentaram por causa da prática.

Outros reclamaram que o hábito levou ao rompimento ou divórcio.

Então fica aqui o questionamento, até onde os parceiros confiam mesmo uns nos outros?

Um beijão no coração de todas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Educadora

sexta-feira, maio 10, 2013

VALE A PENA COMPRAR?



Olá amigas da Ramep, sexta feira linda para vocês.

Vamos falar hoje sobre carro usado: por que vale a pena comprar.

O crédito é de Márcia Tolotti / Edição: MdeMulher com Conteúdo MÁXIMA.

O texto afirma que se você quer comprar um carro, mas precisa economizar, uma opção é adquirir um usado. Veja por que o carro seminovo e outros itens usados em bom estado podem ser uma boa escolha.

Existem muitas maneiras de economizar: pesquisar preços, negociar, comprar no atacado... Outra alternativa que pode ser adotada é o consumo de itens usados (mas em bom estado!). Confira quatro coisas que compensa adquirir dessa forma:

Carro: você economiza de 15% a 30% comprando um seminovo. No geral, o preço do seguro também diminui. Para não cair em cilada, prefira comprar o veículo de conhecidos.

Imóvel: é possível pagar 25% menos numa casa com até quatro anos de uso. Às vezes, dá para negociar a forma de pagamento com o proprietário e ainda ocupar o lugar rapidamente - o imóvel na planta costuma ser entregue em três anos.

Acessórios para bebês e crianças: eles crescem muito rápido e, por isso, há uma boa oferta de produtos, como carrinho, cadeirinha e bebê conforto praticamente novos, por um preço bem mais camarada.

Roupas: comprar em brechó virou febre entre as amantes de moda. Além de encontrar peças vintage, que enriquecem as produções, você pode adquirir marcas a valores acessíveis.

Valeu meninas, final de semana lindo para vocês.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

quinta-feira, maio 09, 2013

SEM DÚVIDA SOBRE ESSE TEMA?



Oi garotas da Ramep, boa quinta feira para vocês.

Vamos falar hoje sobre salário maternidade.

O crédito é de Amanda Figueiredo com Conteúdo VIVA!MAIS, tirando nossas dúvidas sobre o assunto.

Confira como funciona e o que é preciso fazer para pedir o benefício do salário-maternidade.

O tempo de contribuição com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não garante à gestante o direito ao salário-maternidade. A mulher só pode receber o benefício se estiver contratada por uma empresa no período em que ficou grávida. A lei foi criada justamente para isso - proteger a empregada gestante durante a fase em que ela precisar se ausentar para cuidar do bebê.

A licença-maternidade funciona da seguinte forma: durante os 120 dias em que a mulher se ausenta, passa a receber o salário por meio do INSS, sendo que a empresa em que trabalha apenas repassa o dinheiro para a instituição. O valor é calculado a partir do último salário ou pela média dos últimos seis meses, caso a funcionária seja comissionada. É bom ressaltar que a mulher continua a ter direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que deve ser depositado normalmente na conta vinculada à Caixa Econômica Federal (CEF).

Embora a gestante só possa entrar com o pedido do benefício 28 dias antes da data prevista para o parto, é importante não deixar para cuidar da documentação em cima da hora. A partir do sétimo mês, ela deve se informar no departamento de recursos humanos da empresa em que trabalha quais são os documentos necessários para dar andamento ao processo. É importante perguntar se a firma ficará responsável pelo serviço ou se será preciso entrar com o pedido pessoalmente no INSS. Após a entrega dos documentos, o INSS tem até 45 dias para fazer o pagamento da primeira parcela.

Se você descobriu que estava grávida após perder o emprego, também terá direito ao salário-maternidade, desde que o nascimento do bebê ocorra dentro do período em que ainda esteja amparada pela Previdência Social. Ou seja, normalmente até 12 meses após ficar desempregada (em alguns casos, o prazo se estende até 36 meses). O benefício de 120 dias pode ser recebido após parir ou até 28 dias antes do parto. O valor depende da contribuição.

Esclarecidas meninas? Vamos em frente que a vida é urgente.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

quarta-feira, maio 08, 2013

DEMITIDA? VAI SOBREVIVER!!



Olá garotas da Ramep, saúde para todas.

Nosso assunto hoje traz a reflexão de Márcia Tolotti / Edição: MdeMulher Conteúdo MÁXIMA, onde se nos apresentam 4 dicas para sobreviver ao desemprego.

O texto diz: Foi demitida? Calma, confira três dicas para enfrentar a fase de desemprego sem crise.

Vamos ver?

Controle o orçamento doméstico e já comece a mexer os pauzinhos para voltar ao mercado de trabalho

1. Controle com rigor as contas. O ideal é cancelar os gastos supérfluos, como a assinatura da TV a cabo e o serviço de celular pós-pago.

2. Reserve o dinheiro da indenização. Nada de antecipar o pagamento de financiamentos nesta hora. Você não sabe quanto tempo ficará desempregada e não vale a pena se arriscar.

3. Evite qualquer compra de longo prazo, não use cheque especial e corte o cartão de crédito.

4. Invista em seu networking, faça cursos de atualização e use a internet para se recolocar.

Um beijão no coração de todas as amigas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

terça-feira, maio 07, 2013

QUIMIOTERAPIA E BELEZA!!



Olá amigas queridas, seguidoras da Ramep, feliz terça feira para vocês.

Hoje vamos falar de cura do câncer e de autoestima.

O crédito é do site Delas por Fernanda Aranda, iG São Paulo.

A autora nos diz que: “Não há como vencer o câncer de mama sem autoestima”

Vejamos os detalhes.

Graviola e solidão foram as únicas respostas que os sites de busca da internet mostraram para Flávia Flores, 35 anos, quando procurou pelas palavras “quimioterapia e beleza”. Ela recorreu ao computador para tentar encontrar um caminho “mais belo e menos árduo” para a doença descrita em seu prontuário médico. Ao clicar no botão "pesquisar", se sentiu sozinha. Surgiram na tela apenas algumas receitas, nada científicas, sobre um fruto supostamente poderoso para vencer o câncer. E só.

“Estava arrasada, deformada de tanto chorar. Queria encontrar dicas para ficar mais bonita, sair de casa e dizer aos meus amigos que eles não precisavam continuar afastados por não saberem lidar com alguém com câncer de mama como eu”, lembra Flávia sobre o processo enfrentado no final de 2012, quando descobriu a doença.

'We Can do It' (Nós podemos!): A luta de Flavia Flores contra o câncer de mama tem como arma os pincéis de maquiagem, cílios postiços e outros embelezadores. Foto: Edu Cesar1/10

“Não achei absolutamente nada no mundo virtual.” No monitor, os resultados para a busca sobre beleza foram sucos de graviola, supostamente bons para quem tem câncer. “Umas misturas surreais, dois litros d’água para cada polpa da fruta. Não havia nada sobre o propósito de ficar bonita durante um tratamento penoso, mas necessário para minha cura”, lembra.

Troca-troca

Flávia Flores não ficou satisfeita e teve um estalo. Ela, produtora de moda de Florianópolis, estava cansada da rotina fashion “por achar tudo muito fútil”. Mas, quase por ironia do destino, foi nos acessórios que encontrou um mote para superar o tumor mais numeroso entre mulheres brasileiras: são 52 mil novos casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Ela decidiu então trocar as informações virtuais dispersas sobre a graviola, por aquilo que estava perdido na nécessaire e no armário. Tratou de buscar o batom, blush, base, lenços coloridos e perucas divertidas.

“Fiz uma página no Facebook com dicas práticas para mulheres com câncer de mama que, assim como eu, não querem abrir mão da vaidade neste processo de enfrentamento da doença”, diz ela sobre o endereço eletrônico ‘Quimioterapia e Beleza’ criado há três meses. Até a última semana, a página já colecionava mais de 15 mil seguidores.

Montanha russa

O alerta para Flávia veio durante o banho. O carocinho no seio esquerdo chamou a atenção, mas não causou desespero. Jovem, sem casos de câncer na família, ela mantinha hábitos saudáveis, com exercícios e dieta adequada. Nada indicava estar no alvo do câncer. Fez o exame de ultrassom e a mamografia sem peso na consciência. Descobriu por meio dos exames que estava na hora de trocar a prótese de silicone colocada havia dez anos. Marcou a cirurgia plástica e, por cautela, tirou o nódulo para avaliação da biópsia.

“Não era medo de morrer que aquela notícia me trazia. Era uma sensação de perder o domínio do corpo. E pode parecer besteira, mas temi pelos meus cabelos.

Quinze dias depois, ao ouvir do oncologista e do cirurgião plástico que aquela ondulação mamária era um tumor maligno, e que seria necessário tirar as duas mamas devido ao estágio avançado da doença, Flávia Flores caiu no chão do consultório.

“Minha vida sempre seguiu trilhos de montanha russa. Quando tinha 12 anos, meus pais se separaram. Aos 14, engravidei e virei mãe enquanto só pensava em andar de patins. Aos 20, fui estudar na Califórnia e acabei deportada, por falta de visto. Aos 30, meu casamento de seis anos terminou. Agora, aos 35, o diagnóstico de uma doença tão cruel”, pontua sobre as fases baixas da vida.

“Não era medo de morrer que aquela notícia me trazia. Era uma sensação de perder o domínio do corpo. Seria mutilada... E pode parecer besteira, mas temi pelos meus cabelos”, diz citando os fios castanhos naturais, crescidos até a cintura e volumosos, a marca registrada desde adolescente.

Era certo que, em algum momento durante as 20 sessões de quimioterapia prescritas para começarem no início de dezembro de 2012, a cabeleira cairia. 

“Não sabia o que fazer”, rememora.

Flávia então chorou. Por 10 dias. Sozinha, só com o apoio da mãe e do filho Gregório, já homem com 20 anos. Os amigos e outros parentes haviam desaparecido "por não saberem lidar com a minha doença", avalia.

A força da beleza

Flávia cansou do novo baixo da vida. Atentou que estava na hora do carrinho da montanha russa pegar o embalo necessário para a subida. Já havia feito duas sessões de quimioterapia e ficou com vontade de dizer aos quatro cantos que estava viva, queria passear, sair com as amigas, paquerar, ver o mar.

Para isso, precisava sair de casa. “Só que por mais disposta que eu estivesse, a quimioterapia fragiliza demais. Estava pálida, cabelos ralos, enjoada, sem cílios. Quis ficar bonita. Corri para internet. Encontrei a graviola”, diz rindo.

Edu Cesar

"Estou encantada pelo estilo curto e nuca à mostra. Acho que não quero mais cabelão"

Flávia encarou o vazio como um chamado. “Trabalho com moda desde os 15 anos, fazendo produções, já fui modelo e estava cansada do ego e da vaidade do meio. Então, veio o clique. Estava na hora de colocar os meus conhecimentos em favor da saúde”, lembra.

Ela fez a página do Facebook com a intenção de trazer os velhos amigos, que haviam se afastado, para perto. Mas descobriu que havia uma legião de pessoas com câncer, desconhecidos até então, que queriam informações sobre maquiagem, como amarrar os lenços, escolher o look certo para a festa de formatura, mesmo estando careca.

“Coloquei a mão na massa. Hoje, todas as dúvidas que recebo levo aos meus médicos e faço testes. Por exemplo, testo se o lápis A ou B é melhor para desenhar a sobrancelha, coisas assim”, diz. Garimpa estilos nas lojas, pesquisa cosméticos mais adequados, dá dicas sobre depilação quando os pelos voltam a nascer e posta tudo na internet.

Hoje, seis meses após detectar que fazia parte das estatísticas do câncer de mama do País, o medo da queda dos cabelos virou uma memória afetiva que Flávia não quer esquecer.

“Quando decidi cortar o cabelo, minha ideia inicial era usar os fios para fazer uma peruca natural para mim. Fiz um vídeo ensinando como cortar as madeixas sem danificá-las para aproveitar depois”, conta Flávia. “Mas no dia seguinte, com 24 horas de cabeça pelada, recebi pelo Facebook um relato de uma menina que tinha perdido a vontade de viver, porque o câncer havia tirado seus cabelos.”

Pelo correio, Flávia mandou seus cabelos à amiga virtual, que os transformou em uma peruca. Para ela, restaram os lenços que adora, as perucas baratinhas que divertem e uma nova paixão. “Estou encantada pelo estilo curto e nuca à mostra. Acho que cabelão, do jeito que eu tinha antes, não quero mais.”

Mistura

Aos críticos que consideram a mistura de beleza e quimioterapia uma alquimia improvável como suco de graviola e câncer, Flávia Flores responde com a própria experiência.

“Não há como vencer o câncer de mama sem autoestima”, diz enquanto realça os olhos com sombra escura e passa rímel preto nos cílios postiços - um de seus toques sugeridos para combinar com a careca e driblar a queda de todos os pelos do corpo, sequela do tratamento que aos poucos é vencida.

“Eu me sinto muito mais forte e disposta depois que voltei a olhar o espelho com ternura e a cuidar de mim. Ainda tenho um ano inteiro de quimioterapia pela frente. Mas estou com força total. Meus exames confirmam isso”, diz ao retocar o batom, finalizando a produção para encontrar os amigos e o novo namorado no bar.

Um beijão no coração de Flávia Flores e em todas as gatas que nesse momento travam essa luta dolorida contra o câncer. Bola pra frente meninas que a vida urge.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais