segunda-feira, junho 10, 2013

QUEIMANDO CALORIAS E MELHORANDO A AUTOESTIMA


Oi amigas da Ramep, boa segunda feira de luz para todas.

Hoje vamos falar de dança para queimar calorias.

O crédito é do site M. de Mulher, com conteúdo BOA FORMA.

Na oportunidade os articulistas afirmam que desafiar o corpo e a mente no seu ritmo preferido é bom demais. Não marque passo: escolha entre forró, samba, balé, dança de salão e outras. Elas ajudam a queimar calorias, definir o corpo e ainda melhoram a autoestima. Será?

Vejamos os detalhes.

Música tem tudo a ver com exercício: além de determinar a intensidade da atividade, o som certo aumenta a motivação, distrai do esforço e da dor e faz o treino render mais. Um estudo da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que malhar ouvindo música acelera o metabolismo dos lipídeos e a remoção do ácido lático (responsável pelas dores musculares), mais do que em silêncio. Então, a melhor maneira de aproveitar o embalo da música e seus efeitos positivos é... dançar!

Bom para a cabeça

De que dançar faz bem para o corpo, ninguém duvida. Flexibilidade, tônus muscular, força e condicionamento físico extras são só algumas vantagens. Quer mais motivos para praticar? A atividade estimula o hipocampo, área do cérebro responsável pela memória. "Dançar ainda requer concentração para o processamento e a coordenação dos movimentos", explica a treinadora da Body Systems Márcia Angely. "Pesquisas já mostraram que dançar regularmente aumenta em 15% o número de células no hipocampo e reduz o risco de demência, doença comum do envelhecimento", completa. A prática ainda melhora a oxigenação do cérebro e a conexão entre os neurônios, fala o médico Jomar de Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício (SMBEE).

Mais músculos, menos calorias

A boa notícia é que ninguém precisa ser pé de valsa ou bailarina profissional para sair dançando. Diversas academias e estúdios oferecem cursos de estilos variados a alunos de todos os perfis, idades e níveis de condicionamento. A fisiologista Luciana Mankel, da academia Curves, em São Paulo, dá uma sugestão a quem acha que vai passar vergonha: as aulas coletivas, como zumba e sh'bam, com coreografias que misturam ritmos. Ali, todo mundo está na mesma vibração e ninguém vai notar se você sair do ritmo ou perder um passo. Vale muito a pena arriscar! "Como a movimentação é constante, você queima calorias, fortalece os músculos e trabalha a mobilidade das articulações", diz Luciana. Um estudo da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, confirma: exercícios sincronizados com a música têm maior consumo de oxigênio - e, consequentemente, de calorias.

Forte e delicada

Dançar deixa o corpo mais solto, os movimentos fluidos e a postura bonita - e isso tudo dá para perceber também no dia a dia fora da sala de aula! Já prestou atenção no físico das bailarinas clássicas? Parecem leves como plumas, mas têm estrutura forte, músculos resistentes e alongamento de dar inveja. "Isso porque as coreografias, geralmente praticadas até a exaustão, exigem bastante da musculatura para a sustentação do próprio corpo nos saltos, giros e deslocamentos", fala Luciana Mankel. Com tantas vantagens, o melhor negócio é mexer o corpo no ritmo da sua música preferida. Dançar na balada também vale muito desde que com uma condição: intercale ou substitua o drinque alcoólico por água, para hidratar o organismo, e deixe a vergonha de lado. Quanto mais transpiração, melhor!

Entre no ritmo

Veja quantas calorias você vai queimar em 30 minutos mexendo o corpo em alguns estilos de dança:
· Sh'bam/zumba - 250 cal
· Samba rock - 255 cal
· Forró universitário - 236 cal
· Samba de gafieira - 236 cal
· Street dance - 175 cal
· Dança do ventre - 175 cal
· Balé - 173 cal
· Dança de salão - 144 cal
· Dançar na balada - 100 cal

Então meninas, façamos como os famosos do programa da emissora líder, vamos dançar e ser felizes.


Beijão no coração de todas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

quinta-feira, junho 06, 2013

APRENDA E SEJA UM SUCESSO


Olá amigas queridas e seguidoras do Ramep Blog, boa quinta feira para vocês.

Hoje nosso encontro celebra a reportagem de Tarsila Isabela / Edição: MdeMulher com Conteúdo NOVA, onde se ensina a  aceitar elogios.

A autora afirma: Da próxima vez que sua BFF disser que você emagreceu, não dispense o elogio. Saber aceitar elogios só traz benefícios Acredite: é uma das armas do sucesso!

Vejamos os detalhes.

Você passou horas se arrumando para a balada e, chegando lá, suas amigas dizem que a produção está incrível - e você até sabe. Mas sua reação é: "Imagina! Essa roupa é velha!" Tudo bem, as peças podem ser antigas. Mas por que isso diminuiria o elogio? "Somos ensinados a olhar mais para os nossos defeitos, como se fosse mais bonito ser humilde", diz o psicólogo Lucas Gonçalves, da Unesp. As mulheres são expert em menosprezar comentários positivos - e isso vem do tempo em que estávamos entrando no mercado de trabalho. "Essa geração herdou o hábito das mães e das avós, que foram obrigadas a focar apenas no que ainda precisavam conquistar, não no que já tinham", diz a psicóloga Dirce Perissinotti, de São Paulo. Só que esse costume pode ser prejudicial. Afinal, a autoestima é construída de fora para dentro, com a relação que temos com os outros - e não de dentro para fora. Quando as pessoas elogiam, é sinal de que estão prestando atenção em nós, o que nos ajuda a enxergar nossos pontos positivos. Por isso, criamos um miniguia para você se colocar para cima - e conquistar o mundo... ou quase isso. Na dúvida, a melhor resposta é sempre: "Obrigada".

COMO ACEITAR ELOGIOS...

...Da sua chefe
Você acabou de apresentar um projeto incrível que coordenou e ela reconheceu seu trabalho.

A pior reação -  Dizer que você não fez nada, que o mérito é todo da sua equipe. Bom, só se você estiver querendo ser substituída por um dos subordinados...

Também não rola - Fazer exatamente o oposto e ficar com todo o mérito - e se esquecer das pessoas que a ajudaram.

A melhor reação - "Obrigada, eu realmente trabalhei duro. A colaboração do meu time foi fundamental e eles vão adorar saber que você gostou" parece melhor do que as opções acima. É educado e justo com todo mundo. Você fez um trabalho em equipe, então é honesto dividir o louvor, sem se excluir.

...Do gato

Depois de uma noite incrível de sexo, ele faz questão de dizer quanto você é gostosa na cama.

A pior reação - Falar que ele só diz isso porque não tem alguém melhor. Então quer que ele procure prazer com outra?

Também não rola - Contar que você já teve muitas oportunidades para, hã, aprimorar seus talentos - a gente até sabe que é verdade, mas não precisa dividir isso com ele...

A melhor reação - "É que você me deixa com tanto tesão que eu me empolgo mesmo!" Opa, fazer uma gracinha e ainda elogiá-lo? Não tem como dar errado!

...Das suas amigas

Aquele jeans caiu perfeitamente no seu corpo e a sua BFF não só percebeu como comentou.

A pior reação - Comparar-se à amiga, dizendo que ela ficaria melhor com ele, e apontar os defeitos do seu corpo.

Também não rola - Achar (e dizer) que ela está só falando por falar - ou, basicamente, chamá-la de puxa-saco.
A melhor reação - "Que bom que você gostou! Aliás, posso te emprestar quando quiser." O objetivo dela é deixar você feliz - e não custa nada se sentir grata por isso. Vale até elogiar de volta, sem se colocar para baixo.

Senão, pode criar uma competição nada saudável entre vocês.

...Da sua família

Seus pais dizem que estão muito orgulhosos do seu apartamento novo - e, de quebra, sua mãe percebe que a dieta que você começou está fazendo efeito.
A pior reação - Fazer cara de tédio e afirmar que eles só falam isso porque é obrigação, já que você é filha deles.

Também não rola - Ignorá-los e mudar de assunto.


A melhor reação - "Vocês são demais mesmo, obrigada pela força! E, mãe, se você quiser, eu passo a dieta - é ótima!" O comentário pode ser sincero, embora seja verdade que os pais às vezes nos elogiam apenas para aumentar nosso ânimo. Mas não é por isso que vale desprezar o agradinho.

Um beijão para todas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

Projetos Sociais

quarta-feira, junho 05, 2013

SERIA MEDO DA POLÊMICA?


Olá amigas da Ramep saúde para vocês.

Hoje eu trouxe aqui essa matéria onde se publicou que o Ministro da Saúde teria mandado retirar do ar a campanha 'Eu sou feliz sendo prostituta'.

Ainda segundo o texto, Padilha teria mandado retirar a ação nas redes sociais para prevenção da aids e redução do preconceito. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha"

O crédito é da Agência Estado.

Vamos ver os detalhes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recuou e mandou retirar a peça "Eu sou feliz sendo prostituta" da página do Departamento de Doenças Sexuais Transmissíveis (DSTs), Aids e Hepatites Virais. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção da aids e redução do preconceito. ontem terça-feira (04), no entanto, Padilha afirmou que o material estava em teste. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha", disse.

A peça exibida na página do departamento trazia o logotipo do ministério e havia sido divulgada no Twitter. Além disso, na página do departamento, havia chamadas com destaque para a campanha. Esta é a terceira vez que o Ministério da Saúde determina a retirada de material com potencial de causar polêmica.

A pasta, por determinação do governo, havia mandado recolher um kit de prevenção de aids dirigido a adolescentes . O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele. Em 2012, um vídeo de carnaval trazendo um casal gay também foi retirado de veiculação. A justificativa foi que o material era de veiculação para públicos específicos.

A peça "Eu sou feliz sendo prostituta" integrava a campanha "Sem vergonha de usar camisinha." O material, que traz ainda vídeos, é fruto da oficina de profissionais do sexo, realizada em março em João Pessoa. As peças da campanha trazem mensagens contra preconceito, sobre necessidade de prevenção contra DST-Aids e a respeito da vontade das prostitutas de serem respeitadas.

Fico aqui a lamentar o quanto se gasta milhões de reais com essas campanhas sociais que no frigir dos ovos o Ministro manda jogar no lixo. Será que esse pessoal não faz reunião de pauta para aprovar as campanhas? E o Ministro não sabe o que sua equipe faz?

Lamentável que tantos recursos financeiros importantes sigam ralo abaixo como se não pertencesse a ninguém.

Ramep

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Iris de Queiroz


Projetos Sociais

segunda-feira, junho 03, 2013

GANHANDO DINHEIRO CONTANDO HISTÓRIAS?


Olá amigas da Ramep saúde e prosperidade para vocês.

Hoje a reportagem de Lígia Menezes / Edição: MdeMulher e Conteúdo ANAMARIA vem nos ensinar a ganhar dinheiro contando histórias para crianças.

Vai dizer que seus filhos, netos ou sobrinhos nunca pediram para ouvir uma história... Contar histórias faz bem para quem ouve e para quem conta. E pode até ser uma ótima alternativa de trabalho!

Vamos ver os detalhes.

Contar histórias é uma arte antiga... Há mais de mil anos, os mais sábios já passavam seus conhecimentos aos jovens através da contação de histórias. Essas histórias foram se tornando lendas e formando a cultura de povos diversos. Até hoje, a prática persiste, ora com contos da tradição oral, ora com contos de fadas e fábulas.

Apesar de cada história levar um ensinamento para quem a ouve, o papel do contador de histórias vai além: ele cria fantasias e fala da sabedoria contida nas entrelinhas. "Uma história pode mudar a vida de uma criança, além de ensiná-la a lidar com o medo de fantasmas imaginários", diz Milka Plaza, professor de contação, de Florianópolis (SC).

A prática também faz bem para quem conta, pois envolve uma responsabilidade social. "O contador faz um trabalho de inclusão social e está em todos os lugares. Desde vilas e periferias até hospitais infantis, asilos e shoppings, tanto em trabalhos voluntários como em apresentações pagas", acrescenta o professor.

A narração como profissão

A profissão de contador ainda não é regulamentada, mas muita gente ganha a vida dessa forma. Dependendo de quem contrata e da região do país, o cachê varia e mudam as exigências. Os Sescs e centros culturais, por exemplo, podem pagar cerca de R$ 1.000 por apresentação, mas exigem que os contadores tenham registro profissional de ator (DRT). Para tirá-lo, é necessário fazer curso profissionalizante de teatro. Em festas, paga-se cerca de R$ 200 por apresentação, e o registro profissional não é exigido.

Como trabalhar com isso

Se quiser ou achar necessário, tire seu registro de atriz. Para se apresentar em lugares menores ou praticar a narração como trabalho voluntário ou hobby, você pode fazer cursos que não são profissionalizantes, mas melhoram a cultura e ensinam a técnica.

Básico de Formação de Contadores de Histórias

Gratuito, com duração de seis meses, o curso é realizado na biblioteca temática Conto de Fadas (Biblioteca Hans Christian Andersen), no Tatuapé, em São Paulo (SP). É preciso fazer inscrição pessoalmente.

Sesc - SC

O Sesc de Santa Catarina oferece cursos em Lages, Criciúma e Joinville. As datas e os horários estão no site e os preços variam de R$ 60 a R$ 120. Você aprende conceitos básicos, históricos e teóricos, técnicas de contação de histórias, expressão corporal e vocal, entre outras.

Informações: (49) 3222-3936 (Lages); (48) 3437-5224 (Criciúma); e (47) 3441-3300 (Joinville)

Contador de História

Quem mora em Florianópolis (SC) pode fazer o Curso de Contador de História. As aulas exercitam a postura, a dicção e a oratória dos participantes. O curso é indicado para aprender como impostar a voz, improvisar e dialogar com diferentes tipos de público.

Zumbaiar: Contação de Histórias

O curso é recomendado para quem quer aprender a contar histórias e deseja desenvolver técnicas próprias. As aulas do Grupo Zumbaiar são realizadas em Recife (PE). O curso sai por R$ 200 por mês - há formatos com duração de 12 a 18 meses.

Informações: (81) 9959-8204 ou zumbaiar@uol.com.br

Arte & Palco - on-line e presencial

Grupos de pelo menos quatro pessoas podem solicitar visitas para aprender, na própria cidade, expressão corporal e outras técnicas. No formato pela internet, basta se inscrever para ter direito a 15 horas de estudo, com suporte on-line. Custa R$ 55. Para grupos, o valor diminui.

On-line de Educação Infantil: Contadores de Histórias

O curso tem como objetivo proporcionar a reflexão sobre a importância de contar histórias para crianças. É ideal para educadores que querem desenvolver suas habilidades. Dura 30 dias.

Como ser voluntária

Algumas instituições precisam de voluntários para ler ou contar histórias em asilos, hospitais e escolas. Em geral, elas oferecem oficinas de capacitação aos interessados.

Narradores de passagem

Oferece cursos para voluntários interessados em narrar histórias em hospitais e casas de apoio. Com duração de três meses, as aulas acontecem em Santo André (SP) ou São José dos Campos (SP). Taxa de matrícula de R$ 50.

Instituto História Viva

Quem quer ser voluntária em abrigos e hospitais de Curitiba (PR) ou de São Paulo (SP) pode se inscrever no Instituto História Viva. Os trabalhos são realizados com o objetivo de levar alegria a quem precisa.

Um beijão no coração de todas as amigas e até amanhã.

Ramep

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Iris de Queiroz


Projetos Sociais

domingo, junho 02, 2013

TIRANDO ESSE VILÃO DA VIDA!!


Olá amigas, saúde prosperidade para todas.

Hoje falaremos sobre tabagismo e os sete métodos que ajudam a parar de fumar

O crédito é do site Minha Vida por POR CAROLINA GONÇALVES.

A autora explica que adesivos de nicotina, chicletes e até spray nasal são alternativas.

Vejamos os detalhes.

Quem já tentou sabe que largar o cigarro não é fácil. No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram uma luz no fim do túnel: de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% em 2012. Essa é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.

Vários métodos podem ser utilizados para deixar de fumar, desde a parada abrupta até o suporte de produtos à base de nicotina, as chamadas terapias de reposição. "Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, medos sobre parar de fumar e sintomas de ansiedade", afirma a psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead). Segundo a especialista, um tratamento efetivo envolve a abordagem de três aspectos: físico, psicológico e comportamental. "Além de contornar a abstinência (físico), é preciso desvincular o cigarro de emoções como alegria ou tristeza (psicológico) e de hábitos como tomar café ou dirigir (comportamental)", diz. Só uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Está interessado e quer saber mais sobre os métodos disponíveis? Confira as orientações dos especialistas:

Chicletes de nicotina

As gomas de mascar feitas à base de nicotina devem ser utilizadas quando o paciente estiver com sintomas de abstinência ou vontade intensa de fumar. "Aos serem mastigados, os chicletes liberam nicotina gradualmente, e esta é absorvida pela mucosa oral, com pico em 20 minutos", explica o cardiologista Roberto Cury, do Laboratório Pasteur, em São Paulo. Nesse caso, a ação da nicotina no organismo é diferente de quando é inalada com a fumaça do cigarro, pois será depositada na corrente sanguínea em doses pequenas com o objetivo de controlar o vício. A psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), diz que um fator importante para que o uso desses chicletes seja eficaz é sua técnica de utilização. "Eles não devem ser mastigados como um chiclete comum, e sim mascados algumas vezes até que o sabor da nicotina fique aparente, e após isso deve-se depositar o chiclete entre a gengiva e a bochecha até que o gosto desapareça", afirma. "O mesmo ciclo de mastigar e depositar o chiclete deve ser repetido até que se completem 30 minutos de uso, quando ele deve ser desprezado."

O cardiologista Roberto afirma que os chicletes de nicotina são contraindicados para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular, má dentição ou gengivite e gestantes. "No caso das futuras mães, sabe-se que a nicotina está associada ao nascimento de bebês de baixo peso, devendo ser excluída toda a nicotina da gestação", afirma a psicóloga Sabrina. "Entretanto, a utilização das terapias de reposição de nicotina, como adesivos e chicletes, ainda é mais segura que continuar fumando." Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômito, dor abdominal, cefaleia, tosse, excesso de salivação e irritação da mucosa da orofaringe. Além disso, ingerir líquidos enquanto masca a goma pode "lavar" a nicotina bucal, tornando o produto ineficaz. 

Pastilhas de nicotina

Parecidas com os chicletes, as pastilhas de nicotina também liberam a substância gradativamente, devendo ser usadas em baixo na língua. "As pastilhas exigem uma dose maior para pacientes que fumam o primeiro cigarro em menos de 30 minutos após acordar", afirma o cardiologista Roberto. Por não exigir mastigação, ele pode ser usado em pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição, mas as demais contraindicações são as mesmas do chiclete. "As pastilhas de nicotina podem ser usadas por até três meses e os efeitos colaterais são similares ao da goma." O ideal é que a pastilha seja movida de um lado para o outro da boca até se dissolver completamente, sendo utilizada quando o paciente sentir vontade de fumar, não excedendo a quantidade diária indicada na bula. 

Adesivos de nicotina

Com o objetivo de aumentar ainda mais as taxas de abstinência ao tabaco, foram desenvolvidos os adesivos de nicotina transdérmica. "Eles devem ser usados constantemente e trocados a cada 24 horas, sem interferir nas atividades do indivíduo", explica a especialista em tabagismo Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que eles estão indicados para todas as pessoas que querem largar o tabagismo, não possuindo nenhuma contraindicação formal, com a ressalva para gestantes. O uso dos adesivos de reposição deve ser feito durante 45 a 90 dias, sendo que a dosagem depende de quantos cigarros a pessoa fumava por dia. Entre os efeitos colaterais estão a presença de irritações na pele, que podem impedir a continuidade do tratamento. "Efeitos colaterais mais comuns devido ao uso durante a noite são insônia e pesadelos, nestes casos o adesivo deve ser retirado antes de dormir", alerta o cardiologista.

Spray nasal de nicotina

O spray nasal libera uma solução aquosa com nicotina na mucosa nasal com rápida absorção e pico de 10 minutos, quando comparada ao chiclete e pastilha. Seu uso é recomendado por até três meses. Ele deve ser ministrado a uma ou duas doses por hora, sem exceder o número de cinco doses por hora ou 40 doses por dia. "Seus efeitos colaterais mais comuns são irritação nasal e da orofaringe, rinite e lacrimejamento, sendo que 94% dos usuários apresentam algum sinal de irritação nasal nos primeiros dois dias", afirma o cardiologista Roberto. No entanto, nenhum desses efeitos justifica a suspensão do tratamento. O produto pode ser usado em conjunto com outras formas de reposição, conforme indicação médica. ?A maioria dos pacientes usa em média 15 doses por dia, diminuindo o número de doses com o passar do tempo?, diz Sabrina. 

Bupropiona

Originalmente um antidepressivo, essa medicação foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para tratamento do tabagismo. Seu efeito no combate ao tabaco foi descoberto em estudos para verificar seus efeitos contra a depressão, nos quais os participantes declaravam diminuição do desejo de fumar. Diferente das terapias de reposição de nicotina citadas acima, os fumantes devem iniciar o uso da bupropiona uma semana antes da abstinência. "Ela é administrada por meio de comprimidos via oral e age no sistema nervoso central, não sendo recomendado que a pessoa fume durante o tratamento", explica o cardiologista Roberto. Os efeitos colaterais mais comuns são insônia, agitação, boca seca e dor de cabeça. Os especialistas lembram que a bupropiona pode ser usada em conjunto com outras terapias de reposição, como o chiclete de nicotina, mas independente de ser ministrada individualmente ou não, pede o acompanhamento médico. 

Parada abrupta

Algumas pessoas optam por não usar qualquer tipo de terapia ou medicamento para cessar o vício, optando apenas pela parada imediata - que consiste em marcar uma data para largar o vício e, chegado o dia, não ter qualquer cigarro guardado e interromper seu uso. "É importante nessa situação que o paciente receba acompanhamento psicológico, para atingir com sucesso a abstenção do tabagismo sem reincidência do vício", explica Roberto Cury. Os principais efeitos colaterais da parada imediata podem ser ganho de peso e ansiedade.

Parada gradual

O método de parada gradual consiste em diminuir o número de cigarros com o passar dos dias ou então retardar a hora do primeiro cigarro. "Com a parada gradual, você tem um risco menor de abstinência, mas o sucesso muitas vezes é dependente do acompanhamento médico e psicológico", diz o cardiologista Roberto. A redução varia conforme a quantidade que o paciente fuma. "Um fumante de 30 cigarros por dia, por exemplo, pode reduzir cinco cigarros a cada dia, cessando completamente após uma semana", explica Sabrina Presman. Ou então, uma pessoa que começa a fumar às 9h vai atrasando em duas horas o seu primeiro cigarro a cada dia, chegando ao sétimo dia sem cigarros. "A estratégia gradual não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar", explica Sabrina. O mais importante é marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.

Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa, pois todos os derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, cigarrilhas, narguilé, entre outros) fazem mal à saúde. Ao sinal de dificuldades, o paciente pode optar por terapias de reposição de nicotina associado à parada gradual. 

Cigarro eletrônico

A comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Segundo a especialista em tabagismo Sabrina Presman, o cartucho interno desses produtos contém nicotina, a mesma substância dos cigarros comuns que causa dependência, apesar de os fabricantes alegarem que a fumaça é apenas vapor d?água. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não há evidências de que o dispositivo tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. "Como se trata de um produto não regulamentado, não há como saber de fato quais são as substâncias presentes nesses cigarros nem se elas podem trazer malefícios", explica Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que existem pesquisas sobre o cigarro eletrônico que não mostraram benefício a longo prazo, mas sim problemas e dificuldades respiratórias nos usuários.

De qualquer modo, o importante é buscar ajuda urgente, pois o tabagismo é o vilão de grandes danos físicos e emocionais para muitas pessoas.


Beijão para todas e até amanhã.

Ramep

Por

Iris de Queiroz

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